Mundos Virtuais

Os mundos virtuais 3D nos últimos anos têm vindo a ganhar peso como plataformas Web. São cada vez em maior número e com características que permitem ao utilizador comum criar tudo aquilo que pretende, limitando o utilizador à sua imaginação. A vertente online que estas plataformas assumiram e introduziram a possibilidade de serem espaços de comunicação global com comunidades internacionais que interagem e comunicam entre si.
Pretendo mostrar, com exemplo abaixo que, as novas plataformas Web de comunicação e interacção podem ser utilizadas para não só a promoção mas também a produção de componentes únicos ao mesmo tempo que se promove valores como a solidariedade, fraternidade e a humanidade, e que no presente, o impulsionar destas ideias e projectos passam muito por uma visão globalizada onde pessoas de diferentes países e culturas trabalhem em prol de objectivos comuns.



A Associação Comunidade Cultural Virtual é uma associação sem fins lucrativos que se dedica a utilizar os mundos virtuais e as redes sociais para promover a língua, arte e cultura nacionais. Nesse sentido, e respondendo a um pedido de apoio da Associação Terra dos Sonhos que se dedica a realizar sonhos de crianças em fase terminal e com doenças crónicas, produziu no mundo virtual do Second Life o videoclip oficial do Hino desta associação aplicando técnicas inovadoras da Machinima (arte de filmar em ambientes virtuais em tempo real) com o Título de “ Um sorriso vale tudo”. A música é interpretada por alguns dos maiores artistas nacionais como é o caso da Rita Guerra, Luís Represas, Anjos, Mafalda Arnauth e Maria João. A realização e produção do videoclip esteve a cargo de Hugo de Almeida. O Projecto introduziu elementos pioneiros e inovadores, onde contou com uma equipa multinacional de 4 países diferentes(Portugal, Japão, Reino Unido e Polónia), que trabalhou à distância e via internet, utilizando um mundo virtual 3D (second life) como plataforma colaborativa de trabalho e estúdio de realização. A componente global do projecto permitiu ao mesmo potenciar outro tipo de elementos, como a capacidade de um projecto ser multicultural um verdadeiro “melting pot” virtual com um toque único. Diferentes visões, culturas e ideias, mas utilizando a mesma plataforma de trabalho para uma causa que também ela tem contornos globais. A junção destas plataformas 3D como espaço para a cenografia e os seus sistemas de comunicação à distância para a comunicação de todos os intervenientes, permitiu cortar com os elevados custos de produção ( viagens, refeições, estadias, etc.) inerentes a uma qualquer produção tradicional.

É de salientar ainda que, a Internet oferece-nos hoje em dia, um mundo de múltiplas tentações desde os simples chats passando pelos fantásticos jogos de computador até às autênticas cidades virtuais onde avatares tridimensionais vivem uma vida paralela. Contudo, e somando ao exemlo que dei, considero que as grandes oportunidades ou grandes perigos da aplicação desta realidade dependem sempre do intuito final. Ou seja, pode-se como em outros contextos, tirar o melhor e mais positivo partido destes novos mundos mas, deve-se ou pelo menos devia-se ter sempre em consideração a cautela e o devido acompanhamento quando falamos nestes novos conceitos já aplicados às crianças. Isto porque estas já trazem embutido nas suas vidas este tipo de fenómenos e a idade não lhes permite ter o descernimento total para perceberem que impacto estarão estes mundos virtuais a ter na sua vida.

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